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mar 11

Um buraco no muro e muitas surpresas na Educação!

Posted on domingo, março 11, 2012 in Blog do Vein

 

 

 

 

 

Luciana Barbosa Candido Carniello” Graduada em    Licenciatura Plena em Matemática – UEG, Especialista em Educação Matemática do Ensino Básico e Superior – UEG, Especializada em Tecnologia em Educação”

Como um buraco no muro pode contribuir com a Educação? Crianças podem aprender sozinhas? Até onde podemos ir sem sair da frente da tela de um computador? Estas questões te motivaram a continuar a leitura deste artigo? Pois é justamente sobre o impacto em crianças, de perguntas instigantes, que vamos falar aqui.

Entre os dias 06 e 12 de fevereiro, cerca de 8 mil pessoas participaram do maior evento de tecnologia e internet do mundo: a Campus Party, que aconteceu no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo. Durante a edição deste ano, aqui no Brasil, ocorreu um evento voltado especificamente para educadores: a EducaParty, onde 250 professores de todo país estiveram reunidos para discutirem assuntos relacionados às novas tecnologias e Educação. Tive a oportunidade de estar entre esses professores escolhidos para participarem deste evento, que foi um exemplo de valorização de pessoas envolvidas nos processos educacionais e de incentivo à pesquisa e estudo na área das TICE (Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação).

A EducaParty nos proporcionou a oportunidade de um momento especial com o professor do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Sugata Mitra onde os professores convidados para a EducaParty ficaram à vontade para fazer perguntas para aquele que é considerado um dos maiores especialistas em Tecnologias Educacionais do mundo. Mitra é conhecido por seu projeto intitulado “Hole in the wall” (“Buraco na parede”) onde ele conta sobre a experiência de auto-aprendizagem de crianças através de um computador com acesso à Internet instalado em muros e paredes nas ruas. O principal objetivo dele é demonstrar os dons inatos de crianças no desenvolvimento de competências em TICE. Este projeto teve início na Índia e se estendeu por várias partes do mundo e permite que Sugata Mitra afirme que as crianças envolvidas no experimento não só aprenderam a usar computadores de uma forma intuitiva, mas melhoraram significativamente seu desempenho acadêmico. As crianças aprenderam, por exemplo, conteúdos sobre Matemática, Biologia e Inglês sem a presença de um professor, apenas com a interação entre computador, Internet e os demais colegas.

          Sugata proferiu uma frase que causou uma grande repercussão em diversos meios de comunicação: “O professor que pode ser substituído por uma máquina deve ser”. É preciso analisar esta frase com cuidado para evitar conclusões precipitadas ou equivocadas. Ao afirmar isto, Sugata Mitra quer dizer que o professor deve ser mais ousado em suas ações na sala de aula, no sentido de ser um mediador instigador, que estimule seus alunos a pensarem e agirem de forma crítica e consciente. Respostas, o aluno pode encontrar facilmente no Google, perguntas não. São as perguntas que provocam os alunos a buscarem informações para solucionar determinado “problema” que, segundo Sugata, deve ser proposto pelo professor em sala de aula na busca pela transmissão de algum conhecimento. O aprendizado fica mais prazeroso e interessante se o aluno pesquisa resposta para algo com significado em sua vida, como por exemplo, ensinar trigonometria aos alunos estimulando-os com a seguinte pergunta: “Como o GPS sabe onde ele está?”

Podemos concluir que a palavra-chave deste evento educacional foi autonomia. Estudiosos em geral defenderam de forma enfática performances mais autônomas dos alunos tanto no ambiente escolar quanto durante o processo de ensino e aprendizagem, que, sem dúvida alcança não somente os alunos, mas também os professores que, além de ensinarem também aprendem muito com os nativos digitais. Fica a dica!

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